terça-feira, 20 de agosto de 2024



A arte para o livro ilustrado sobre Ezequiel 16 me jogou na dúvida. A mão masculina ficou esmagadora, é execrável. Pensando ter pesado no sombreado, gastei a tarde reduzindo o contraste. A carta ditada a Ezequiel é de um marido ciumento à esposa infiel, mas é preciso considerar o livre arbítrio. Não é?

Pois bem, quando me dei por satisfeita com o esmaecimento da peça, fui descansar a mão _ mais ou menos, fui zapear vídeos _ e me fisgou uma discussão sobre o Salmo 23. O coordenador geral da tradução NVI da Bíblia informando que certamente a bondade e o amor leal de Deus NÃO me “seguirão” todos os dias da minha vida. Segundo está escrito no original, a bondade e o amor leal de Deus me "perseguirão”, porque o termo hebraico utilizado pelo salmista Davi significa perseguir do jeito que um inimigo persegue, sem trégua. Todos os dias da minha vida! Por causa da aliança com Ele. Significa que quando sou infiel, Ele não me deixa na “paz” do esquecimento. Ele persegue.

E me lembrei que a foto modelo que usei para a ilustração das mãos é de uma cena de The Chosen, quando Jesus encontra Madalena na taverna, prestes a pegar um copo de bebida, e a detém no gesto, dizendo: “Isso não é para você”. Ela o repele na hora e sai porta afora, mas termina em seus braços, ouvindo a frase mais aclamada da série: “Eu te chamei pelo nome, e você é minha”. E sendo liberta dos sete demônios. 

E me lembrei também que ao assistir essa cena pela primeira vez chorei até as cinco horas da manhã, sem conseguir dormir.

Então voltei ao desenho das mãos e dei asas ao claro-escuro.

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