Acordei com o pulso a queimar em brasa. No meio da escuridão do quarto ouvi a risada do mosquito. O medonho sabe o ponto certeiro para perfurar. É aí ou no tornozelo. Bom que não seja um vampiro de estatura humana, a beber tão fácil meu sangue todo. Ainda poderia ser pior, ser o tal egípcio de meias listradinhas. A dengue me errou até agora, mas já vi causar muito sofrimento.
Tentei apagar o fogo do pulso com detergente, sem muito sucesso, e fiquei deitada reclamando no escuro: “Meu Deus! Foi o Senhor mesmo que criou esse veneno que nos atormenta??”
Não que Ele precise me explicar coisa alguma, mas penso tê-lo escutado dentro da cabeça, ou do coração, enfim, naquele ouvido interior, respondendo: “Não criei as coisas assim. O mosquito não é atraído por sangue calibrado. Mas no metabolismo ocorre um desequilíbrio, a produção de determinadas toxinas, como o ácido lático, o CO2, e outras variações, o que transforma as pessoas em alimento potencial para esses insetos. O desequilíbrio é variável de um corpo para outro, mas atinge a todos.
E é um dos sintomas da morte que entrou aqui com o pecado, no dia da queda. Toda a criação geme. Só lhe resta providenciar algum repelente amanhã e manter-se perto de mim enquanto aguarda o dia em que a natureza será restaurada. No novo céu e nova terra os corpos serão outra vez perfeitos, e ninguém estará sujeito a nenhum veneno. Respondi à sua pergunta?”
Meus olhos inundaram pela emoção a encher o peito, um arrepio subindo da sola dos pés, a passar pela nuca, e só pude dizer: “Aleluia!”, de olhos arregalados para a escuridão.
CAÍDOSAcordei com o pulso a queimar em brasa. No meio da escuridão do quarto ouvi a risada do mosquito. O medonho sabe o ponto certeiro para perfurar. É aí ou no tornozelo. Bom que não seja um vampiro de estatura humana, a beber tão fácil meu sangue todo. Ainda poderia ser pior, ser o tal egípcio de meias listradinhas. A dengue me errou até agora, mas já vi causar muito sofrimento.Tentei apagar o fogo do pulso com detergente, sem muito sucesso, e fiquei deitada reclamando no escuro: “Meu Deus! Foi o Senhor mesmo que criou esse veneno que nos atormenta??”Não que Ele precise me explicar coisa alguma, mas penso tê-lo escutado dentro da cabeça, ou do coração, enfim, naquele ouvido interior, respondendo: “Não criei as coisas assim. O mosquito não é atraído por sangue calibrado. Mas no metabolismo ocorre um desequilíbrio, a produção de determinadas toxinas, como o ácido lático, o CO2, e outras variações, o que transforma as pessoas em alimento potencial para114115esses insetos. O desequilíbrio é variável de um corpo para outro, mas atinge a todos.E é um dos sintomas da morte que entrou aqui com o pecado, no dia da queda. Toda a criação geme. Só lhe resta providenciar algum repelente amanhã e manter-se perto de mim enquanto aguarda o dia em que a natureza será restaurada. No novo céu e nova terra os corpos serão outra vez perfeitos, e ninguém estará sujeito a nenhum veneno. Respondi à sua pergunta?”Meus olhos inundaram pela emoção a encher o peito, um arrepio subindo da sola dos pés, a passar pela nuca, e só pude dizer: “Aleluia!”, de olhos arregalados para a escuridão.

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